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II Simp. Inter. de Reprod. Animal, SPRA, Lisboa, 21-24 Nov., pp. 291-301 (1984)
A INJECÇÃO POR VIA INTRAVULVOSUBMUCOSA PERMITE REDUZIR AS DOSES DAS PROSTAGLANDINAS UTILIZADAS NA LUTEOLISE E SINCRONIZAÇÃO DO CICLO ÉSTRICO EM BOVINOS.

Horta, A.E.M., Costa, C.M.S.G., Robalo Silva, J e Rios Vasques, M
Estação Zootécnica Nacional, 2000 Vale de Santarém, Portugal

É revisto o efeito da injecção por via intravulvo-submucosa (IVSM) sobre a dose luteolítica da PGF2 alpha e do cloprostenol. O efeito luteolítico da PGF2 alpha administrada por via IVSM foi testado em vacas com corpo lúteo persistente por Ono et al. (1982). O cloprostenol foi testado por Horta et al. (1984) em vacas e novilhas cíclicas utilizando a mesma via. No primeiro caso, os autores verificaram que doses inferiores a 6 mg de PGF2 alpha injectada por via IVSM conseguem provocar a regressão do corpo amarelo e indução de cios fertéis. No segundo caso, a dose luteolítica do cloprostenol foi reduzida de 500 microgramas (via IM) para 125 microgramas (via IVSM), tendo-se verificado que com esta última dose e via de administração é possivel provocar a luteolise e indução de cios fertéis quer em vacas adultas quer em novilhas.


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III Simp. Inter. de Reprod. Animal, SPRA, Lisboa (1986)
PGF2 alpha e PROSTACICLINA VS RETENÇÃO PLACENTÁRIA NA VACA.

Horta, A.E.M., Chassagne*, M. and Brochart*, M.
Estação Zootécnica Nacional, 2000 Vale de Santarém, Portugal
*Laboratoire d´Éco-Pathologie, INRA-Theix, France

Este trabalho teve o objectivo de detectar eventuais diferenças nas concentrações plasmáticas ao nível periférico do 13,14-dihidro-15-ceto-PGF2 alpha (PGFM) e do 6-ceto-PGF1alfa (PGIM) entre vacas com (RP) e sem (NRP) retenção placentária (parto normal). As colheitas de sangue foram efectuadas aos 5, 30 e 60 minutos pós-parto em 8 vacas RP e 17 vacas NRP.
As concentrações plasmáticas em PGFM foram inferiores nas vacas RP do que nas vacas NRP aos 60 minutos após a expulsão do feto (8156 pg/ml vs 12016 pg/ml; P< 0,05). Entre os 30 e 60 minutos pós-parto houve um aumento significativo dos níveis de PGFM nas vacas do grupo NRP (6225 pg/ml vs 12016 pg/ml; P< 0,01) enquanto nas vacas RP, o nível de PGFM permaneceu constante durante o período estudado. Em relação à PGIM, não se observou qualquer diferença significativa entre RP e NRP, maugrado os valores ligeiramente superiores das primeiras.A relação PGFM/PGIM foi significativamente superior nas vacas do grupo NRP 60 minutos após o parto (15,5 vs 8,8; P< 0,01) relativamente à do grupo RP. Esta relação aumentou significativamente entre 30 e 60 minutos (7,2 vs 15,5; P< 0,05) nas vacas NRP, resultado não esperado nas vacas RP. Não houve correlação significativaentre os níveis de PGFM e PGIM durante os primeiros 60 minutos pós-parto para as vacas do grupo NRP. No entanto, uma tal correlação foi significativamente positiva para as vacas do grupo RP (r=0,75; P< 0,01).
Os resultados sugerem que a síntese de PGF2 alpha entre 30 e 60 minutos pós-parto é significativamente inferior nas vacas com retenção placentária, como o reflecte a concentração de PGFM. Eles sugerem por outro lado, que a síntese de prostaciclina parece manter-se estável durante os primeiros 60 minutos após o parto nas vacas sem retenção dos anexos fetais, mas não nas que fazem retenção placentária onde a concentração em PGIM aumenta ao mesmo tempo que a de PGFM. Propõe-se que um desequilíbrio da síntese da PGF2 alpha e de PGI2 durante os primeiros 60 minutos pós-parto, conduzindo a uma carência de PGF2 alpha e um aumento relativo de PGI2, esteja associado à retenção placentária na vaca.


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International Symposium on the use of Nuclear Techniques in Studies of Animal Production and Health in Different Environments, IAEA-SM-292/5P: 93, Vienna - Austria (1986)
POSTPARTUM ANOESTRUS IN BEEF COWS: A COMPARISON BETWEEN TWO GROUPS OF ANIMALS CALVING AT DIFFERENT TIMES OF THE YEAR.

Robalo Silva, J., Horta, A.E.M., Rios Vasques, M., Leitão, M. and Cláudio, D.

A study was undertaken to determine seasonal variation in ovarian activity in postpartum beef cows of the Alentejano breed.
Observations performed on cows calving in January to March (group A) and August to October (group B) over a two year period, showed a mean interval from parturition to the onset of cyclic ovarian activity of 53,9 ± 28,8 and 92,1 ± 38,9 days for cows from group A that calved in 1984 and 1985, respectively, and 26 ± 10,6 and 30,3 ± 13,6 days for cows from group B that calved in 1984 and 1985, respectively. Cows that calved in late Summer/Autumn resumed postpartum ovarian activity significantly sooner than cows that calved in Winter/early Spring (P< 0,01). Reproductive performance was assessed during the period from mating to pregnancy diagnosis by rectal palpation at 45 to 60 days after service (mating seasons were April/May and November/December for group A e B, respectively). During a 60 days mating periods the percentage of served cows was 91,5% and 87,5% in groups A e B, respectively. The percentage of pregnant cows in group A was 91,8% and 80,0% at 24 and 45-60 days, respectively, and 92,3% and 87,7% at 24 and 45-60 days, respectively, in group B.
It seems that Spring may not be a very convenient season for reproduction in this breed of cattle. This is discussed in relation to the usual system of reproductive management followed for this breed in Portugal.


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XXIII World Veterinary Congress, Montreal - Canada, p. 118 (1987)
ONSET OF OVARIAN ACTIVITY IN THE POST-PARTUM COW AND ITS CORRELATION WITH UTERINE INVOLUTION.

Carla Marques, C and Horta, A.E.M.

Twenty-five dairy cows were checked for uterine post-partum involution (UPPI) by rectal palpation and for the onset of ovarian activity (OOA) by plasma progesterone measurements.
Overall means found for the completion of UPPI anf for OAA were 40,0 ± 8,8 and 27,2 ± 7,2 days, respectively. These intervals were not statistically correlated (r=0,29; P>0,05). Only three cows showed UPPI before OOA. Before OOA, correlations of cervix (CIR) and uterine body (UBIR) involution rates with the interval from parturition to OOA were significant (r=-0,61; P< 0,01), and non significant (r=-0,1; P>0,05), respectively. After OAA, till UPPI, correlations of OAA with CIR and UBIR were both significant (r=-0,49 and r=-0,45; P< 0,05, respectively).
It is suggested that in early post-partum, factors that influence CIR but not UBIR may also influence the onset of ovarian activity. Afterwards, OAA influences similarly both CIR and UBIR.


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XXXVIII Annual Meeting of the EAAP, Lisboa. Vol. II, p. 730 (1987)
THE EFFECT OF CALF REMOVAL ON THE RESUMPTION OF POSTPARTUM OVARIAN ACTIVITY IN ALENTEJANO COWS DURING SPRING OR AUTUMN.

Horta, A.E.M., Irene Vasques, M. Leitão, R.M.

One hundred and fifty three Alentejano beef cows calving in two different seasons (Jan-Mar and Aug-Oct), were checked for the effect of temporary calf removal on the onset of postpartum (PP) ovarian activity, through weekly plasma progesterone determinations from first week PP until the beginning of June or January, according to the season. All cows were weighted at the first Wednesday after calving. Mating started in April and November, according to the season, and lasted for two month. Winter/Spring calving group consisted of 46 pluripara (WSPL) and 39 primipara (WSPR) cows, and the Summer/Autumn calving group of 60 pluripara (SAPL) and 6 primipara (SAPR) cows. Till the end of the study, there were 43, 34, 56, and 6 cyclic cows, from group WSPL, WSPR, SAPL and SAPR, respectively. Twenty-four, 20 and 27 cows from those groups, respectively, were not allowed to nurse their calves for 72 hours between days 20th and 30th PP, the remaining having continuous nursings until the beginning of June or January, according to the season.
Within seasons, pluripara cows were heavier at calving than primipara ones (562,8 vs 435,8 Kg for WSPL and WSPR, respectively; P< 0,001, and 649,4 vs 577 Kg for SAPL and SAPR, respectively; P< 0,01). Between seasons, Summer/Autumn calving cows were heavier than their homologous in Winter/Spring (649,4 vs 562,8 Kg for SAPL and WSPL, respectively, and 577 vs 435,8 for SAPR and WSPR, respectively; P< 0,001). The onset of PP ovarian activity was resumed significantly earlier in WSPL than in WSPR cows (64,17 and 63,32 vs 118,4 and 118,5 days, for interrupted and continuous nursings, respectively; P< 0,001). Accordingly, SAPL showed shorter PP anoestrus than SAPR cows did (30.07 vs 53,67 days, respectively; P< 0,001). Postpartum anoestrus was longer in WSPL than in SAPL cows (64,17 and 63,32 vs 30,07 and 39,03 days, for interrupted and continuous nursing, respectively; P< 0,001)WSPR cows also showed longer PP anoestrus than SAPR cows (118,4 vs 53,67 days, respectively; P< 0,001). The duration of PP anoestrus was similar between continuous and interrupted nursing cows, either for pluripara and primipara, during the winter/Spring calving season. On te other hand, during the Summer/Autumn calving season, interrupted nursing SAPL cows showed a shorter PP anoestrus than did continuous nursing SAPL cows (30,07 vs 39,03 days, respectively, P< 0,05).
The above results suggest that Winter calving season significantly decreases the ability of cows to resume ovarian cyclicity after parturition. Postpartum anoestrus during this season is deeper and longer than during Summer/Autumn which seems to be influenced by a lower food supply during the final stages of pregnancy, as reflected by the lower body weights at calving during Winter. Probably because of a deeper anoestrus, the positive effect of a short-time suckling interruption observed in Summer/Autumn, was not evident in the cows calving in the former season. Another important feature arises from the longer PP anoestrus observed in primipara, which does not seem to be mediated by season. Improvement of body condition at calving and the use of hormonal stimulation of ovarian function in cows calving during Winter, should be envisaged to achieve better results.


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XXXVIII Annual Meeting of the EAAP, Lisboa. Vol. II, p. 918 (1987)
STUDY OF THE ONSET OF PUBERTY IN SERRANA GOATS BY PLASMA PROGESTERONE PROFILES - FIRST APPROACH.

Horta, A.E.M., Ribeiro, L., Paula Santos, F. and Irene Vasques, M.

Twenty five kids of the Portuguese Serrana breed, born from October to January, were surveyed to check the onset of puberty by plasma progesterone determinations. Blood samples were taken from the jugular vein once weekly, from June until the onset of puberty which was determined when progesterone levels rose up to 0,5-1 ng/ml with sustained variations thereafter indicating that ovarian cyclicity began. All the animals were weighted at birth and once weekly ther after in order to determine individual mean daily gain (MDG) in weight until puberty was reached. The method used to determine MDG was based on the linear regression equation found for each of the animals, from birth to the day of puberty. Animals were fed with artificial milk until 35 days of age (all but six), and ad libitum hay plus concentrate ration thereafter. Animals were kept in open paddocks and no physical contact with bucks was allowed.
Puberty was reached between the end of July and the early October next to births. The mean weight at puberty was 20,5 ± 1,58 Kg (Kg ± sd) with a confidence limit for P< 0,05 ranging from 19,32 to 20,8 Kg. Age at puberty was 281,2 ± 27,57 (days ± sd) with a confidence limit for P< 0,05 ranging from 268,30 to 294,10 days. The MGD was 65,64 ± 8,03 (Gr ± sd) with a confidence limit for P< 0,05 ranging from 61,88 to 69,40 Gr. The MGD and the age at puberty were negatively correlated (r=-0,75, df=18; P< 0,01), and the linear regression equation was Y=442,06-2,44 X (were Y=age at puberty, and X=MGD). In six of the 20 female kids that continued to be sampled for progesterone analysis until the end of April next to puberty, it was observed that ovarian ciclicity was interrupted during January, and no sustained cyclicity could be detected since then.
Results above indicate that female Serrana kids born in the Autumn/Winter in the latitude 39º 20' N, can reach puberty by nine months of age when feeding allows a mean daily gain of 65,6 Gr. during this period. An effect of growth on the age at puberty was detected, suggesting that a poor growth rate can delay the onset of puberty. Another feature arises from the fact that, even when animals are well nourished, the ovarian cyclicity postpuberty may be impended by a seasonal effect during Winter/Spring. On the practical point of view, the above statement indicates that female kids born at Autumn/Winter should be mated from the next July onwards, in order to avoid anoestrus in the subsequent Winter season.


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5º SIMP. INTER. DE REPROD. ANIMAL, Luso, Portugal, II Vol., pp. 125-131. (1993)
SUPEROVULAÇÃO E PRODUÇÃO DE EMBRIÕES NA RAÇA BOVINA ALENTEJANO

L.F. Lopes da Costa, C.M. Marques*, M.I. Vasques* e A.E.M. Horta*
Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa
* Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém

Vinte e seis vacas Alentejanas, foram superovuladas com PMSG/N-PMSG (Grupo I, n=16), FSH-P® (Grupo II, n=5) ou SUPEROV® (Grupo III, n=5) durante impregnação com Norgestomet (CRESTAR®). Todas as vacas foram submetidas a cobrição natural (CN) exceptuando-se 5 do grupo I, que foram inseminadas (IA). Sete dias após o estro superovulatório, foi realizada a recolha de embriões por método não cirúrgico e a avaliação da resposta superovulatória (>2 corpos lúteos; RS) por palpação rectal/ecografia em todas as vacas. Os embriões recolhidos foram classificados segundo o estadio e a qualidade. Durante os tratamentos colheram-se amostras de sangue para doseamento de progesterona (P4).
Não houve diferenças significativas do intervalo remoção do implante-estro entre os tratamentos, o qual apresentou um valor médio de 37,4 ± 2,4 horas (variação: 24-50 h). O número de vacas com RS e correspondente número de corpos lúteos (CL) e total de embriões, não diferiu significativamente entre os 3 grupos. O número de CL e o total de embriões foram significativamente superiores no grupo I quando comparados com os grupos II e III em conjunto (8,7 ± 0,6 vs. 5,4 ± 0,9, P< 0,01 e 6,7 ± 1,1 vs. 2,8 ± 0,96, P< 0,05; respectivamente). A eficácia da recolha (total de embriões / nº de CL) não diferiu entre os grupos I vs. II+III, apresentando um valor médio de 65,3%. O nº de embriões viáveis e a taxa de fertilização foram significativamente superiores nos animais com CN vs. IA do grupo I (8/28 vs. 1/41, P< 0,05 e 0,46 vs. 0,02, P< 0,01; respectivamente), não havendo diferenças significativas entre os três grupos quando considerados apenas os animais com CN. O nº de embriões viáveis e a taxa de fertilização nos animais com RS foi significativamente superior nos animais do grupo I com CN vs. IA (8/27 vs. 0/40 e 0,48 vs. 0,0; P< 0,01, respectivamente). Em todos os animais com IA do grupo I com RS, apenas se recolheram oocitos (n=40), tendo-se recolhido 1 embrião viável num animal sem RS. Apenas num animal se verificou um perfil de P4 anómalo, o qual apresentou uma concentração superior a 1,5 ng/ml no dia do estro. A PMSG proporcionou uma melhor RS do que as preparações de FSH. A superovulação afectou negativamente a taxa de fertilização e a produção de embriões viáveis sugerindo alterações na maturação/transporte dos oocitos. Este efeito foi mais evidente nos animais submetidos a IA o que pode sugerir a existência de perturbações ao nível do transporte dos espermatozóides e/ou assincronia entre a IA e a ovulação.


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V Jornadas Internacionales en Reproducción Animal e I.A. (Ponencias y comunicaciones no incluidas n los tomos I y II), Asociación Española de Especialistas en Reproducción Animal, Inseminación Artificial e Nuevas Tecnologias, Zaragoza - Espanha, pp. 51-69 (1990)
INÍCIO DA ACTIVIDADE OVÁRICA PÓS-PARTO NA VACA ALENTEJANA: INFLUÊNCIA DE ÉPOCAS DE PARIÇÃO E DE ANOS DIFERENTES

A.E.M. Horta, M. Irene Vasques, R.M. Leitão, J. Robalo Silva
Departamento de Fisiologia e Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional - Instituto Nacional de Investigação Agrária, Vale de Santarém 2000, Portugal

A actividade ovárica pós-parto (PP) da vaca Alentejana em regime de pastoreio extensivo, foi estudada através de análises de progesterona plasmática pelo método de radioimunoanálise (RIA). A duração da aciclia ovárica PP foi comparada entre vacas parindo em duas épocas diferentes (Janeiro-Março e Agosto-Outubro). Diferenças entre vacas primíparas e pluríparas, interrupção temporária do aleitamento (72 horas ao 20º dia PP) e o peso das mães ao parto, foram também considerados relativamente à sua influência sobre o reinício da actividade ovárica. A fertilidade após duas épocas de cobrição natural (Abril-Maio e Novembro Dezembro), foi igualmente estudada. A aciclia ovárica PP foi significativamente superior após a estação de partos de inverno do que após a do verão, quer em vacas pluríparas quer nas primíparas(74 vs 33,1 e 111,1 vs 35,6dias, respectivamente; P< 0,001).As vacas primíparas demoraram significativamente mais tempo para reiniciarem a sua actividade ováricadoque as pluríparas durante a época invernal (P< 0,001). A estação do ano interagiu com a paridade, relativamente à duração da inactividade ovárica pós-parto (P< 0,0001). O peso vivo das vacas na altura do parto foi significativamente inferior durante a estação de inverno, nas primíparas e pluríparas (435,8 vs 577 Kg e 565,8 vs 642,8 Kg, respectivamente; P< 0,001). A interrupção temporária do aleitamento resultou em períodos de anestro PP mais curtos somente durante a época de verão (30,1 vs 39 dias; P< 0,05). O peso vivo ao parto (PVP) e o intervalo entre o parto e o dia 21 de Junho (P-21J), mostraram-se significativamente correlacionados com a duração da inactividade ovárica pós-parto (Y = 162,17 - 0,222 * (PVP) + 0,316 * (P-21J); r²=0,41; P< 0,03). As vacas paridas no inverno mostraram variações significativas na duração do anestro entre anos diferentes, relacionando-se este fenómeno com as condições nutritivas dos animais sob influência pluviométrica. Devido a um anestro pós-parto muito longo, a fertilidade durante a época de primavera foi inferior à do outono durante três dos anos estudados (63,9 vs 76,9%, 57,8 vs 62,9% e 36,5 vs 60,6%, respectivamente em 1984, 1985 e 1986). Os resultados apresentados aqui, mostram que a estação de partos de inverno atrasa o início da actividade ovárica subsequente, nesta raça e nas nossas condições, diminuindo consequentemente a fertilidade. O efeito sazonário parece estar associado a uma diminuição da disponibilidade alimentar durante o inverno. A interrupção temporária do aleitamento encurta o período de aciclia somente durante a época de verão. As vacas primíparas durante a época de inverno, precisam de um período significativamente mais longo para reciclarem a função ovárica do que as pluríparas.
---------------------- *Trabalho realizado com o apoio do Instituto Nacional de InvestigaçãoAgraria (PIDDAC) e a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, Viena, Austria) sob o contracto de investigação No. 3259/RB. Parte deste trabalho foi originalmente publicado em língua inglesa pela IAEA.


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Anim. Reprod. Sci., 38(4): 279-289 (1995)
LEVELS OF bPSPB THROUGHOUT SINGLE AND TWIN PREGNANCIES AFTER AI OR TRANSFER OF IVM/IVF CATTLE EMBRYOS.

M.I. Vasques1, A.E.M. Horta1, C.C. Marques1, R.G. Sasser2 and P. Humblot3
1Departamento de Reprodução, Estação Zootécnica Nacional, INIA, 2000 Vale de Santarém, Portugal
2University of Idaho, Dpt. Anim. Sciences, 83843 Moscow Id. U.S.A.
3UNCEIA, Services Techniques 13 Rue Jouet 94703 Maisons Alfort, France


Blood plasma measurements of bovine pregnancy specific protein B (bPSPB) during gestation in Alentejano beef cows were used to characterize twin pregnancies resulting from transfer of in vitro fertilized embryos (TWIN IVF; n=25, beef crosses), single pregnancies resulting from transfer of similar embryos (SING IVF; n=35, beef crosses) and single gestations resulting from artificial insemination (SING AI; n=36, pure breed), as well as late embryonic mortality associated (HS; n=10) or not (EM; n=16) to heat stress. Blood samples were collected monthly starting at 40 days of pregnancy.
Levels of bPSPB at 40 days were significantly lower in cows with EM (0.56 ± 0.18 ng/ml) and HS (0.15 ± 0.09 ng/ml) than in cows finally calving twins (3.63 ± 0.43 ng/ml) or singletons (1.87 ± 0.14 ng/ml). In 6 of 10 cows of the HS group, levels of bPSPB rose above the detection limit only at 70 days after estrus, while in the EM group only 1 of 16 cows presented the same pattern (P< 0.035). PSPB concentrations in TWIN IVF cows were significantly higher than those of SING IVF cows at 40 and 240 days of pregnancy (3.85 ± 0.30 vs. 2.04 ± 0.26 ng/ml, and 715 ± 63 vs. 415 ± 58 ng/ml, respectively; P< 0.001). The TWIN IVF group of cows presented significantly higher concentrations of bPSPB than SING AI cows at all stages of gestation, except at 180 days. In the single pregnancy groups, cows carrying fetuses originated by IVF embryos, when compared to cows carrying fetuses originated by AI, presented significantly higher concentrations of bPSPB from 100 to 210 days of pregnancy and at calving.The rate of increase in bPSPB from 40 to 240 days of gestation taken from the slope of multiplicative regressions, was significantly higher in SING IVF than in TWIN IVF and SING AI groups of cows (3.284 ± 0.085 vs. 2.750 ± 0.101 and 2.852 ± 0.086, respectively; P< 0.0001). After spontaneous calvings, calves born from the SING IVF cows were significantly heavier than those born either from SING AI and TWIN IVF cows (58 ± 3 vs. 42 ± 2 and 39 ± 2 kg, respectively; P< 0.0001). Twin gestations were 8 days shorter than single ones (P< 0.0001).
In conclusion, bPSPB measurements at 40 and 70 days of gestation are useful to diagnose embryo losses occurring later then 21 days of gestation. Heat stressed cows with embryo losses presented a retarded pattern of bPSPB production, suggesting an impaired metabolic function of the trophoblast until near 70 days of gestation. Significantly higher amounts of bPSPB are produced at 40 days in twin pregnancies. A larger variation and higher bPSPB production were observed in cows carrying crossbred fetuses derived from IVF techniques than in purebred AI'ed cows. These results suggest that there is a relationship between fetal growth rate and PSPB increase during pregnancy in cattle.


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VI Jornadas Internacionales de Reproducción Animal e IA, Salamanca, Libro de Ponencias e Mesas Redondas, p. 130 (1992)
FECUNDAÇÃO IN VITRO EM BOVINOS DE CARNE

António Eduardo Monteiro Horta
Departamento de Reprodução Animal, E.Z.N.-I.N.I.A.
Vale de Santarém, 2000 Santarém, PORTUGAL

Resumo de aspectos a discutidos em mesa redonda:

Como o seu nome indica, a fertilização in vitro é uma técnica que permite viabilizar a união dos gâmetas sexuais fora do seu meio natural (em laboratório), conseguindo assim a "produção" de um ovo fertilizado. Os oocitos e os espermatozóides utilizados deverão encontrar-se, no momento da união celular ou fecundação, perfeitamente amadurecidos. No caso dos oocitos, a maturação pode ser realizada in vivo (colheita de oocitos pós-ovulatórios por lavagem), ou in vitro (colheita de oocitos imaturos por punção de folículos terciários). Relativamente aos espermatozóides, a sua utilização só é viável após a capacitação dos mesmos, processo totalmente conseguido no laboratório. Após a fertilização ser conseguida, uma nova etapa se inicia no laboratório, tendo por objectivo a multiplicação do ovo fertilizado até à fase jovem blastocito (maturação do embrião).
No caso dos bovinos de carne, quando se pretende uma produção em larga escala de embriões totalmente produzidos in vitro (IVF/IVM), as fêmeas dadoras (vacas de carne puras ou cruzadas) são normalmente procuradas nos matadouros onde é facil obter um grande número de ovários, multiplicando-se assim a disponibilidade de oocitos a fertilizar. Estes podem ser fertilizados com sémen proveniente de raças de carne com precocidade e peso variáveis, de acordo com os objectivos a atingir na exploração que utilizará os embriões resultantes (cria/recria) e com a raça e aptidão das vacas receptoras desses mesmos embriões (vocação leite/carne).
Neste momento está em curso um projecto de investigação financiado pelo Programa ECLAIR-CEE (contrato nº AGRE 0018), em que a EZN se encontra envolvida juntamente com a Ovamass Ltd./ABC, o Trinity College Dublin, a University College Dublin, a Teagasc do Irish Department of Agriculture e o Agricultural Research Institute (Ulster/UK), onde se está a estudar a optimização da utilização de embriões bovinos IVF/IFM de raças de carne na indução de gestações gemelares e sexagem de embriões. No âmbito deste projecto os embriões são produzidos em larga escala pelo laboratório Ovamass Ltd., a partir de oocitos colhidos dos ovários de fêmeas de carne abatidas em matadouro, sendo posteriormente congelados os considerados viáveis após classificação. Durante esta mesa redonda será mostrado um filme documentando as operações de descongelação, classificação, transferência dos embriões IVF/IFM e nascimento dos produtos resultantes, utilizando fêmeas receptoras da raça Alentejana existentes na EZN.


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In: STUDIES ON THE REPRODUCTIVE EFFICIENCY OF CATTLE USING RADIOIMMUNOASSAY TECHNIQUES, Application of Radioimmunoassay to Improving the Reproductive Efficiency and Productivity of Large Ruminants, Ed. Joint FAO/IAEA Division, Vienna, pp 9-19 (1990)
STUDIES ON POST-PARTUM ANOESTRUS IN ALENTEJANO BEEF COWS

A.E.M. Horta, M.I. Vasques, R.M. Leitão and J. Robalo Silva
Departamento de Fisiologia e Reprodução Animal,
Estação Zootécnica Nacional - Instituto Nacional de Investigação Agrária,
Vale de Santarém 2000, Portugal

Post-partum ovarian activity in Alentejano beef cows maintained on natural pastures was monitored by measuring plasma progesterone levels using the radioimmunoassay method. Post-partum anoestrus was compared in cows calving in two different seasons (winter and summer). Differences between primiparous and multiparous cows, the effect of short term nursing interruption (72 hours by the 20th day pos-partum) and the dam's body weight at calving (BWC) were also considered with respect to their influence on the onset of post-partum ovarian activity.Fertility after two breeding seasons (April-May and November-December) was also studied.
Post-partum anoestrus was significantly longer in winter calving cows than in those calving in summer, in both multiparous and primiparous cows (73.9 versus 33.1 and 111.1 versus 35.6 days, respectively; P< 0.001). Primiparous cows took a significantly longer period to resume cyclicity after calving than multiparous cows during the winter calving season (P< 0.001). BWC was significantly lower during the winter season, in both multiparous and primiparous cows (565.8 versus 642.8 and 435.8 versus 577.0 kg, respectively; P< 0.001). Short term calf removal accounted for a shorter post-partum anoestrus only during the summer season (30 versus 39 days; P< 0.05). BWC and the interval between calving and 21 June (C-21J) were significantly correlated with the duration of the post-partum anoestrus (y = 162.17 - 0.222(BWC) + 0.316(C-21J); r2=0.41; P< 0.03). Because of a longer post-partum anoestrus, fertility was reduced in cows calving during the winter season compared with those calving in summer in all three years of study (63.9 versus 76.9%, 57.8 versus 62.9% and 36.5 versus 60.6%, for 1984, 1985 and 1986, respectively).
The results presented show that the winter period in Portugal impairs the return to ovarian activity post-partum in this breed. The seasonal effect seems to be associated with a decrease in food supply during winter. Temporary calf removal stimulates the onset of ovarian function only during the summer season. Primiparous cows, during the winter season, need a significantly longer time to resume cyclicity after calving than multiparous cows.

Research carried out with the support of the Instituto Nacional de Investigação Agrária (Portugal) and the International Atomic Energy Agency (Vienna), under the research contract 3259/RB


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