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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 58-64
UNDERSTANDING PROGESTERONE PROFILES DURING OESTRUS CYCLE SYNCHRONIZATION PRIOR TO IN VITRO EMBRYO TRANSFER IN ALENTEJANO BEEF COWS.

A. E. M. Horta, M. Irene Vasques and Carla C. Marques
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


A total of 486 cows were treated for oestrous cycle synchronization to be used as recipients for IVF embryo transfers (ET) under the research contrat nº AGRE 0018 of the EC ECLAIR program. The synchronisation treatment consisted of a progestogen ear implantation (Norgestomet, Crestar®, Intervet) for 9 days plus an intra-vulvo-submucous (ivsm) injection of PGF2alpha (Dynolitic®, UpJohn, 10 mg/dose) on day 7 and PMSG (500 I.U., i.m.) on day 9. All cows received i.m. 5 mg of oestradiol valerate on the day of Norgestomet implantation. Blood samples for progesterone (P4) determinations were collected at the day of progestogen implantation, on day 7 and on day 9. From 86 cows implanted with IVF embryos, blood samples were also colleted at the day of ET (day 7 after oestrus). The method used to measure plasma P4 (RIA) does not cross-react with Norgestomet.
At the start of synchronisation treatment 18.7% of the cows were acyclic and 81.3% were cycling, oestrus being induced in 76.1% and 66.1% of the animals respectively, accounting for a total of 65.8% of cows showing oestrus. Cows in dioestrus at day 7 (n=225) accounted for 58.8% of cyclic animals. PGF2alpha did not succeed in provoking luteolysis in 48 hours in 42 out of 225 cows presenting luteal function (18.7%), representing 11% relatively to all cyclic animals. In the remaining 183 out of 225 cows (81.3%), PGF2alpha was effective in provoking luteolysis (47.8% relatively to all cyclic cows). Corpora lutea (CL) was detected to regress either spontaneously or by the action of the oestradiol valerate, between the first day of treatments and day 7, in 145 out of all cyclic cows (37.9%). These animals presented a heat response of 75.2%. At day 7, 8 cases of young refractory CL to PGF2alpha were detected, accounting for 2.1% of the cyclic cows. An ovulation or follicle luteinization is suggested to have occurred during the progestogen treatment in 5 out of 383 cyclic cows (1.3%). In spite of having high P4 levels at the day of implant removal, 23 out of 50 cows (46%) were detected in standing heat afterwards, suggesting that the luteolytic process was taking place by day 9 of treatment in these animals, traducing a final inefficiency of PGF2alpha in provoking luteolysis on dioestrous cows of 9.8% (22/225). The P4 levels at day 9 in these cows were significantly lower than those of cows not showing standing heat (0.59 ± 0.29 vs 1.47 ± 1.35 ng/ml, respectively; P=0.003). Short oestrous cycles were detected in 3 out of 5 cows presenting a standing heat after an ovulation/follicle luteinization being detected during treatment. Cows responding to treatment presented a standing heat during the next 96 hours after implant removal, 85% showing oestrus during the first 48 hours. Progesterone concentrations at the time of embryo transfer were below 0.5 ng/ml in 10 out of 86 cows (11.6%), in spite of a CL has been detected by rectal palpation, suggesting that abnormal ovulations conducting to a sub-normal luteal function occurred in these animals leading to a correspondent drop in conception rate.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 58-64
INTERPRETAÇÃO DE PERFIS DE PROGESTERONA DURANTE A SINCRONIZAÇÃO DOS CICLOS PARA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES FIV EM VACAS ALENTEJANAS.

A. E. M. Horta, M. Irene Vasques e Carla C. Marques
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


No âmbito do projecto ECLAIR nº AGRE 0018 realizado entre 1990 e 1993 e co-financiado pela CEE, 486 vacas de raça Alentejana receberam um tratamento para sincronização do ciclo éstrico e posterior inseminação artificial e/ou transferência de embriões FIV (TE). O tratamento de sincronização consistiu na implantação auricular de um progestagéneo (Norgestomet) durante 9 dias, injecção por via intravulvo-submucosa (i.v.s.m.) de um agente luteolítico (PGF2alfa, 10 mg/dose) ao 7º dia e administração i.m. de 500 UI de gonadotrofina sérica equina (PMSG) no dia da remoção do implante. No dia da implantação progestagénica todas as vacas receberam uma injecção i.m. contendo valerato de estradiol (5mg) e norgestomet (3mg). Em 471 vacas tratadas recolheram-se amostras de sangue no dia da implantação progestagénica, ao 7º e ao 9º dia pós-implantação. De 86 vacas com cio detectado e que foram implantadas com embriões FIV 7-8 dias depois, colheram-se amostras de sangue na altura da TE. As amostras de sangue serviram para o doseamento da progesterona plasmática (P4) através de um método radioimunológico de fase sólida.
No momento da sincronização, detectaram-se 18,7% de vacas em aciclia e 81,3% de vacas cíclicas tendo mostrado sinais de cio 76,1% e 66.1% respectivamente (65.8% do total de vacas sincronizadas). As vacas em diestro no dia 7 (n=225) representaram 58,8% do total de vacas cíclicas. A PGF2alfa não induziu a regressão do corpo lúteo (CL) em 48 horas, em 42 de 225 casos (18,7%), representando 11% relativamente ao total de vacas cíclicas. A PGF2alfa induziu a luteolise com êxito nos restantes 183 de 225 casos (81,3%), representando 47,8% em relação às vacas cíclicas. No grupo de vacas cíclicas houve 145 vacas cujo CL regrediu até ao dia 7 (37,9%) quer espontaneamente, quer por acção do estrogénio administrado no 1º dia do tratamento. Estas vacas apresentaram uma expressão de cios de 75,2%. Foram detectados 8 casos caracterizados pela presença de CLs jovens ao 7º dia, representando 2.1% relativamente às vacas cíclicas. Nestes animais a PGF2alfa não conseguiu provocar a regressão do CL. Em 5 de 383 vacas cíclicas (1,3%) parece ter ocorrido uma ovulação ou uma luteinização folicular durante o período de tratamento progestagénico. Apesar de níveis de P4 elevados em 50 vacas no dia da remoção dos implantes, 23 manifestaram sinais de cio (46%), sugerindo que o processo luteolítico estava em curso nestes animais no dia 9 por acção da PGF2alfa (a ineficácia luteolítica real da PGF2alfa nos animais em diestro foi assim de 9,8%). Estas vacas apresentaram, nesta altura, níveis de P4 significativamente inferiores aos das que não manifestaram cio (0,59 ± 0,29 vs. 1,47 ± 1,35 ng/ml, respectivamente; P=0,003). Ciclos curtos foram detectados em 3 de 5 vacas, as quais evidenciaram cio pouco tempo depois de uma presumível ovulação/luteinização folicular ocorrida durante o tratamento progestagénico. Os cios distribuíram-se durante 96 horas após a remoção dos implantes, havendo 85% de vacas em cio até às 48 horas. No dia da TE, as concentrações de P4 foram inferiores a 0,5 ng/ml em 10 de 86 vacas (11,6%), apesar de todas apresentarem um corpo lúteo palpável, sugerindo a ocorrência the ovulações anormais que conduzem a uma função lútea sub-normal e a uma correspondente quebra na taxa de concepção.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 8-14
EFFECT OF TWIN SUCKLING AND PLACENTAL RETENTION ON THE ONSET OF POSTPARTUM OVARIAN ACTIVITY IN ALENTEJANO BEEF COWS

Carla C. Marques, M. Irene Vasques and A.E.M. Horta
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


The effect of twin suckling, placental retention (PR) and cow body weight at calving on the resumption of postpartum ovarian activity of Alentejano beef cows calving in winter and summer, was studied. Twin gestations were induced by transferring two IVF embryos or by associating artificial insemination with the transfer of one IVF embryo 7 days later, under the research contract nº AGRE 0018 of the ECLAIR research program. From a total of 103 calved cows 13 suckled twins and 38 presented PR. Cow body weight at calving was compared between single and twin calving cows and between seasons of calving (n=116). Ovarian activity was considered to start when progesterone levels (weekly sampling) reached at least 0,5 ng/ml with normal variations thereafter.
Twin suckled cows presented a significantly longer period for the resumption of ovarian activity than single suckled cows (58.3 ± 7.0 vs 42.6 ± 2.4 days, respectively; P< 0.02). In Summer calvings this difference was even higher (56.9 ± 8.2 vs 35.2 ± 2.2 days, respectively; P< 0.0001). No significant differences were detected between cows with or without PR irrespective of calving season (45.8 ± 3.2 vs 44.6 ± 3.1 days, respectively; P>0.05). Cows calving in winter presented a significantly longer anoestrus than summer calving cows (58.6 ± 4.1 vs 38.6 ± 2.4 days; P< 0.0001). The weight of cows at calving was not affected either by calving season, twinning or PR. Cows with PR presented a similar period of anoestrus in both winter and summer calving seasons (45.7 ± 4.1 vs 45.9 ± 5.2 days, respectively; P>0.05), leading to a significant decrease in anoestrus duration in cows with PR during the winter calving season when compared to cows without PR (45.7 ± 4.1 vs 70.2 ± 7.7 days, respectively; P< 0.0001). In summer calving season animals with PR showed only a tendency to have a longer period of anoestrus than those not presenting PR (45.9 ± 5.2 vs 36.7 ± 2.2 days, respectively; P>0.05).
Twin suckling and winter calvings affect negatively and independently the resumption of postpartum ovarian activity in Alentejano beef cows, increasing this period on 16 and 20 days respectively. None of studied factors influenced the weight of cows at calving. Anoestrus duration in cows with PR is not affected by calving season leading to a decrease in PR cows in winter when compared to cows without PR.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 8-14
EFEITO DA AMAMENTAÇÃO GEMELAR E DA RETENÇÃO PLACENTÁRIA NO REINÍCIO DA ACTIVIDADE OVÁRICA PÓS-PARTO EM VACAS ALENTEJANAS.

Carla C. Marques, M. Irene Vasques e A.E.M. Horta
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


Neste trabalho procurou-se estudar a influência da amamentação de gémeos, da retenção placentária e do peso ao parto em vacas de raça Alentejana sobre o reinício da actividade ovárica após o parto. A gemelaridade foi induzida por transferência de embriões FIV associada ou não à inseminação artificial, no âmbito do projecto ECLAIR nº AGRE 0018 realizado entre 1990 e 1993 na Estação Zootécnica Nacional. Numa população de 103 vacas paridas no Verão e no Inverno, que reiniciaram a actividade ovárica, 13 amamentaram gémeos. Nos partos de Verão duma população de 59 vacas, 11 amamentaram gémeos. Em 103 vacas paridas (partos de Verão e de Inverno), 38 apresentaram retenção da placenta (RP). O peso das vacas ao parto foi igualmente considerado na análise das parições gemelares/singulares e entre estações de parição (n=116). A duração do anestro baseou-se na determinação semanal das concentrações de progesterona (P4) desde o parto até ao reinício da função ovárica considerando-se haver actividade ovárica quando os níveis de P4 atingiram valores superiores a 0,5 ng/ml com flutuações cíclicas posteriores.
As vacas amamentando gémeos apresentaram uma duração do anestro significativamente superior às que amamentaram singulares (58,3 ± 7,0 vs. 42,6 ± 2,4 dias, respectivamente; P< 0,02). Quando se consideraram as parições de Verão, a diferença na duração do anestro entre gemelares e singulares foi ainda superior (56,9 ± 8,2 vs. 35,2 ± 2,2 dias, respectivamente; P< 0,0001). Não foram observadas diferenças significativas na duração do anestro, independentemente da época de parição, entre vacas com ou sem retenção placentária (45,8 ± 3,2 vs. 44,6 ± 3,1 dias, respectivamente; P>0,05). As vacas paridas no Inverno apresentaram um anestro significativamente superior às paridas no Verão (58,6 ± 4,1 vs. 38,6 ± 2,4 dias, respectivamente; P< 0,0001). O peso das vacas ao parto não foi influenciado pela época de parição, pela gemelaridade ou pela retenção placentária. As vacas com RP apresentaram uma duração do anestro constante entre épocas de parição (45,7 ± 4,1 vs. 45,9 ± 5,2 dias, respectivamente para o Inverno e Verão; P>0,05), traduzindo-se numa diminuição significativa do anestro nestes animais na época de inverno relativamente às vacas sem RP (45,7 ± 4,1 vs. 70,2 ± 7,7 dias, respectivamente; P< 0,0001) e numa tendência para prolongarem o período de anestro relativamente aos animais sem RP na época de Verão (45,9 ± 5,2 vs.36,7 ± 3,2 dias, respectivamente; P>0,05).
O efeito amamentação (amamentação de gémeos) e as parições de Inverno afectam negativamente o fenómeno do reinício da actividade ovárica pós-parto em vacas Alentejanas de forma independente, prolongando-o em cerca de 16 e 20 dias respectivamente. O peso das vacas à parição não variou significativamente em nenhum dos factores considerados. A duração do anestro nas vacas com retenção placentária não é influenciada pela época de parição, conduzindo a uma diminuição da duração do anestro na época de Inverno nestes animais.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 75-81
TWIN PREGNANCY AND EMBRYO/FETAL LOSS DIAGNOSIS IN COWS BY MEASURING PSPB.

M. Irene Vasques, Carla C. Marques, A.E.M. Horta, P. Humblot* and G. Sasser**
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém
* UNCEIA, Services Techniques 13 Rue Jouet 94703 Maisons Alfort, France
** University of Idaho, Dpt. Anim. Sciences, 83843 Moscow Id. U.S.A.

The aim of this work was to diagnose single and twin pregnancies as well as embryo/fetal losses occurring during gestation in 176 Alentejano beef cows by measuring plasma levels of Pregnancy Specific Protein B (PSPB). Gemelarity was induced by the transfer of IVM/IVF bovine embryos associated or not to artificial insemination under the research project nr. AGRE 0018 of the EC ECLAIR program. Females were bled monthly starting at 40 days post-ovulation and plasma samples were used to measure PSPB by radioimmunoassay. Data were compared between non-pregnant (n=24), single (n=72) and twin (n=29) carrying cows and early pregnant animals failing to maintain gestation due to embryo/fetal mortality associated or not to heat stress conditions (n=51).
Non-pregnant cows showed undetectable levels of PSPB on days 40, 70 and 100 post-ovulation. On day 40, single calving cows presented significantly lower levels of PSPB than twin calving cows (1.87 ± 0.14 vs. 3.63 ± 0.43 ng/ml, respectively; P< 0.0001). Cows with high progesterone levels on days 21 and 40, with detectable levels of PSPB at least on day 40 post-ovulation and not detected pregnant by rectal palpation were considered to have an embryo mortality. These animals presented significantly lower levels of PSPB than single carrying cows on day 40 post-ovulation, whether or not embryo loss was associated with environmental heat stress (0.15 ± 0.09 and 0.56 ± 0.18 ng/ml vs. 1.87 ± 0.14 ng/ml, respectively; P< 0.0001). Cows diagnosed pregnant by rectal palpation and aborting later than 40 days of gestation did not present, at this stage of pregnancy, significant differences in PSPB levels relatively to single calving cows. Levels of PSPB in single and twin calving cows raised during pregnancy according with the following multiplicative model: Y=a.Xb (Y=0.0000601 . X2.88, r=0.99; P< 0.0001). Cows carrying twins also presented significantly higher levels of PSPB on day 240 and at parturition than single carrying animals (684.96 ± 91.33 vs. 334.89 ± 25.06 and 940.4 ± 126.14 vs. 592.57 ± 54,27 ng/ml, respectively; P< 0.007).
Pregnancy, twinning and embryo/fetal mortality in cows may be diagnosed by plasma determination of PSPB at 40 days after ovulation. Levels of PSPB raise during pregnancy according with a multiplicative kinetics, allowing to predict the age of gestation; twin carrying animals presenting significantly higher levels at 40 days, 240 days and at parturition.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 75-81
DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÕES GEMELARES E DE PERDAS EMBRIO/FETAIS EM BOVINOS PELO DOSEAMENTO DA PSPB.

M. Irene. Vasques, Carla C. Marques, A.E.M. Horta, P. Humblot* e G. Sasser**
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém
* UNCEIA, Services Techniques 13 Rue Jouet 94703 Maisons Alfort, France
** University of Idaho, Dpt. Anim. Sciences, 83843 Moscow Id. U.S.A.

Numa população de 176 vacas Alentejanas, procurou-se diagnosticar a gestação, a gemelaridade, e as perdas embrio/fetais pelo doseamento da Pregnancy Specific Protein B (PSPB) durante a gestação. A gemelaridade foi induzida por transferência de embriões FIV associada ou não à inseminação artificial, no âmbito do projecto ECLAIR nº AGRE 0018 realizado entre 1990 e 1993 na Estação Zootécnica Nacional. A PSPB foi doseada por RIA em amostras plasmáticas colhidas mensalmente a partir dos 40 dias após a ovulação. As concentrações de PSPB foram comparadas entre vacas não gestantes (n=24); com gestações singulares (n=72) e gemelares (n=29); e em animais nos quais tendo sido precocemente diagnosticada a gestação, vieram a sofrer perdas embrionárias ou fetais (associadas ou não a stress térmico; n=51).
Não se detectaram níveis de PSPB aos 40, 70 e 100 dias após a ovulação nos animais confirmados não gestantes. As vacas com gestações singulares apresentaram níveis da proteina significativamente inferiores aos das vacas que vieram a parir gémeos, aos 40 dias pós-ovulação (1,87 ± 0,14 vs. 3,63 ± 0,43 ng/ml, respectivamente; P< 0,0001). Animais com perdas embrionárias consequentes ou não a stress térmico ambiental apresentaram, aos 40 dias, valores significativamente inferiores aos de vacas gestantes de singulares (0,15 ± 0,09 e 0,56 ± 0,18 vs. 1,87 ± 0,14 ng/ml, respectivamente; P< 0,0001). As vacas que vieram a abortar após diagnóstico de gestação por palpação rectal (± 40 dias) não apresentaram, nesta fase da gestação, diferenças significativas nos níveis da PSPB relativamente às gestantes de singulares. A elevação dos níveis de PSPB durante gestações singulares e gemelares realizam-se segundo um modelo multiplicativo correspondente à equação Y=a.Xb (Y=0,0000601 . X2,88, r=0,99; P< 0,0001). Os valores de PSPB medidos aos 240 dias de gestação e na altura do parto foram significamente superiores nas vacas com gémeos (684,96 ± 91,33 vs. 334,89 ± 25,06 e 940,4 ± 126,14 vs. 592,57 ± 54,27 ng/ml, respectivamente; P< 0,007).
O doseamento da PSPB aos 40 dias após a ovulação permite diagnosticar a gestação, a gemelaridade e perdas embrio/fetais. A elevação da PSPB durante a gestação apresenta uma cinética multiplicativa do tipo Y=a.Xb sendo preditiva relativamente à idade da gestação. As gestações gemelares apresentam valores significativamente superiores aos 40 e 240 dias e na altura do parto.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 82-89
POSTPARTUM LEVELS OF PSPB IN ALENTEJANO BEEF COWS

Carla C. Marques, M. Irene Vasques, A.E.M. Horta, P. Humblot* and G. Sasser**
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém
* UNCEIA, Services Techniques, 13 Rue Jouet 94703 Maisons Alfort, France
** University of Idaho, Dpt. Anim. Sciences, 83843 Moscow Id. U.S.A.

Plasma levels of Pregnancy Specific Protein B (PSPB) were monitered once weekly by RIA in a group of 77 Alentejano beef cows during the postpartum period. Results were compared between twin (n=23) and single (n=54) calving cows and cows presenting (n=39) or not (n=30) placental retention (PR). Regressions of PSPB levels on postpartum days were calculated for individuals and their slope correlated with the onset of ovarian activity. Gemelarity was induced by the transfer of IVM/IVF bovine embryos associated or not to artificial insemination under the research project nr. AGRE 0018 of the EC ECLAIR program. Placental retention was a consequence of gemelarity and calving induction in some of the animals.
There were no significant differences between twin and single calved cows, exception made for the 1st week after calving (1611.4 ± 518.6 vs. 881.4 ± 109.4 ng/ml, respectively; P< 0.03). The concentrations of PSPB declined exponentially during the postpartum in both groups of animals (Y=e(8.26-0.725.X), r=-0.94; P< 0.0001) and basal levels were only reached at the 17th week. The threshold level allowing to differenciate postpartum and pregnant animals (by 40 days of gestation; 1.87 ± 0.14 ng/ml) was only reached at the 16th week in single (0.47 ± 0.12 ng/ml; P< 0.0001) and at the 14th week in twin (0.83 ± 0.25 ng/ml; P< 0.0001) calved cows. Cows with PR presented significantly lower levels of PSPB than cows without PR from the 2nd to the 16th week postpartum and reached basal levels one week sooner (16th week). The threshold level allowing the differenciation of postpartum PR and pregnant cows (day 40; 1.87 ± 0.14 ng/ml) was reached at 12th week postpartum (0.93 ± 0.26 ng/ml; P< 0.0001). The correlation of the individual slopes in PSPB decline with the onset of postpartum ovarian activity was not significant (r=0.095; P>0.05).
These results suggest that twinning do not affect the profile of PSPB secretion during the postpartum period. Cows with placental retention loose sooner their ability of secreting PSPB than normal calving cows, presenting significantly lower levels of this protein during the postpartum. The decline of PSPB levels after calving is accomplished in an exponential way, basal levels being reached at 17th week. This work confirms the possibility of erroneous positive pregnancy diagnosis results by PSPB determination in cows bred earlier than the 11th week after calving.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 82-89
NÍVEIS DE PSPB DURANTE O PÓS-PARTO EM VACAS DE CARNE ALENTEJANAS.

Carla C. Marques, M. Irene Vasques, A.E.M. Horta, P. Humblot* e G. Sasser**
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém
* UNCEIA, Services Techniques 13 Rue Jouet 94703 Maisons Alfort, France
** University of Idaho, Dpt. Anim. Sciences, 83843 Moscow Id. U.S.A.

Os níveis plasmáticos da Pregnancy Specific Protein B (PSPB) foram medidos semanalmente até à 18ª semana pós-parto em 77 vacas alentejanas e comparados entre animais parindo gémeos (n=23) ou singulares (n=54) e com (n=39) ou sem (n=30) retenção placentária (RP). Os coeficientes de regressão obtidos a partir de equações ajustadas para cada animal foram correlacionados com a duração do anestro pós-parto. A gemelaridade foi induzida através de transferência de embriões FIV associada ou não à inseminação artificial, no âmbito do projecto ECLAIR nº AGRE 0018 realizado entre 1990 e 1993 na Estação Zootécnica Nacional. As retenções placentárias foram consequência da gemelaridade e de induções do parto nalguns animais.
As concentrações de PSPB não mostraram diferenças significativas entre os grupos de vacas com partos gemelares ou singulares, excepto na 1ª semana pós-parto (1611,4 ± 518,6 vs. 881,4 ± 109,4 ng/ml, respectivamente; P< 0,03). As concentrações desceram exponencialmente em ambos os grupos, (Y=e(8,26-0,725.X), r=-0,94; P< 0,0001). Os níveis basais só foram atingidos à 17ª semana pós-parto. Contudo, o limiar de diferenciação significativa relativamente às concentrações de vacas da mesma raça com 40 dias de gestação (1,87 ± 0,14 ng/ml), verifica-se à 16ª semana nas parições singulares (0,47 ± 0,12 ng/ml; P< 0,0001) e à 14ª nas parições gemelares (0,83 ± 0,25 ng/ml; P< 0,0001). As vacas com RP, apresentaram níveis de PSPB significativamente inferiores da 2ª à 16ª semana pós-parto relativamente às que não fizeram RP, tendo atingido os níveis basais uma semana mais cedo (16ª semana). À 12ª semana pós-parto, as vacas com RP apresentaram uma média inferior à detectada em vacas com 40 dias de gestação (0,93 ± 0,26 vs. 1,87 ± 0,14 ng/ml, respectivamente; P< 0,0001). A correlação entre a taxa de decréscimo (coeficiente de regressão) dos níveis de PSPB e o início da actividade ovárica pós-parto não foi significativa (r=0,095; P>0,05).
Os resultados permitem concluir que o efeito gemelaridade não afectou o perfil de secreção de PSPB durante o pós-parto. As vacas com RP parecem perder mais cedo a sua capacidade de síntese de PSPB no pós-parto, apresentando níveis significativamente inferiores às que não padecem de RP. A diminuição dos níveis de PSPB no pós-parto verifica-se de uma forma exponencial, sendo detectados níveis da proteína até à 17ª semana. Este trabalho confirma a possibilidade de haver falsos diagnósticos de gestação positivos pela PSPB (aos 40 dias pós-cobrição) em vacas postas à cobrição até às 11 semanas depois do parto.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 112-118
EFFECT OF TWINNING ANG CALVING INDUCTION ON THE INCIDENCE OF PLACENTAL RETENTION AND ITS PREVENTION BY ADMINISTERING PROSTAGLANDIN F2 ALPHA.

Carla C. Marques, M.Irene Vasques and A.E.M. Horta
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


The effect of twinning in Alentejano beef cows living in pasture on the incidence of placental retention (PR) was studied in 16 twin calved cows out of 67 calvings. Twinning was induced by the transfer of IVM/IVF bovine embryos associated or not to artificial insemination under the research project nr. AGRE 0018 of the EC ECLAIR program. Calving was induced (n=57) starting at 264 days of gestation by (I) implanting progestogen (Norgestomet) during 4 days plus PGF2alpha (25 mg, i.m.) and Dexametasone (45 mg, i.m.); (II) progestogen treatment plus PGF2alpha (25 mg, i.m.); (III) progestogen treatment plus Dexametasone (45 mg, i.m.). These animals were divided in group A (n=36; treatment I) and group B (n=21; treatments II and III), according with the method efficency. In both groups an attempt was made to prevent placental retention incidence by administering PGF2alpha (minimum dose=25 mg, i.m.) through the use gunshot injectors (Capchur Rifle), during the first hour after calving. Placental retention was checked at 12 (PR12) and 24 (PR24) hours after calving.
Twinning significantly increased the incidence of PR either at 12 and 24 hours (50% and 43.75% vs 1.96% respectively; P< 0.001). Treatments II and III did not result in calving synchronization due to a lack of luteolysis. The administration of PGF2alpha in cows of group A (where a good synchronization of calvings occurred) resulted in a significant reduction of the incidence of PR both in PR12 and PR24 (38.46% vs 86.96% and 38.46% vs 73.91, respectively; P< 0.05). The same treatment in animals of group B (where calving synchronization was not achieved) could no prevent a high incidence of PR at PR12 and PR24 (100% vs. 100% and 73.3% vs 100%, respectively, P>0.05).
Similarly to other breeds, Alentejano beef cows calving twins present a significantly higher incidence of PR. Synchronized calving induction results in a significant increase in the incidence of PR which is reversed by the administration of PGF2alpha during the first hour after calving. When calving induction treatments fail to synchronize parturitions, a higher incidence of PR is expected to occur with no benefit effects of PGF2alpha treatment.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 112-118
EFEITO DA GEMELARIDADE E DA INDUÇÃO DOS PARTOS NA INCIDÊNCIA DE RETENÇÃO PLACENTÁRIA: SUA PREVENÇÃO ATRAVÉS DA ADMINISTRAÇÃO DE PGF2 ALFA

Carla C. Marques, M.Irene Vasques e A.E.M. Horta
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


O efeito da gemelaridade em vacas Alentejanas sobre a retenção placentária foi estudado numa população de 67 animais, 16 dos quais apresentaram parições gemelares. A gemelaridade foi induzida através de transferência de embriões FIV associada ou não à inseminação artificial, no âmbito do projecto ECLAIR nº AGRE 0018 realizado entre 1990 e 1993 na Estação Zootécnica Nacional. Por outro lado, foi necessário induzir o parto em 57 vacas com diferentes tratamentos iniciados aos 264 dias de gestação consistindo na implantação com progestagéneo durante 4 dias + PGF e Dexametasona (I), progestagéneo + PGF (II) ou progestagéneo + Dexametasona (III). Estes animais foram divididos em dois grupos de acordo com a eficácia do método de indução: Grupo A, em que o método de indução foi eficiente (n=36, tratamento I) e Grupo B, em que o método não foi eficiente (n=21, tratamentos II e III). Nestes dois grupos estudou-se o efeito da administração da PGF2alfa por via IM na dose mínima de 25 mg, através de dardos injectores utilizando uma carabina de ar comprimido, durante a 1ª hora pós-parto na prevenção da retenção placentária. A retenção placentária foi considerada às 12 (RP12) ou às 24 (RP24) horas pós-parto.
A gemelaridade aumentou significativamente a incidência da RP12 e RP24 (50% vs. 1,96% e 43,75% vs. 1,96%, respectivamente; P< 0,001). Os tratamentos II e III não foram eficazes em induzirem o parto por ausência de luteolise. Nos animais do grupo A (em que o método de indução do parto foi eficaz), o tratamento com PGF2alfa reduziu significativamente a incidência de RP12 e RP24 (38,46% vs 86,96% e 38,46% vs. 73,91%, respectivamente; P< 0,05). Nos animais do grupo B, em que se verificou falha do método na indução do parto por ausência de luteolise, a administração de PGF2alfa após o parto não conseguiu reduzir a alta incidência de RP12 ou RP24 (100% vs. 100% e 73,3% vs. 100%, respectivamente; P>0,05).
Os partos gemelares em vacas Alentejanas, à semelhança do que sucede noutras raças bovinas, aumentam significativamente a incidência de retenção placentária. A PGF2alfa ou a Dexametasona, isoladamente, não são eficazes em provocar a luteolise aos 264 dias de gestação nesta raça, fenómeno conseguido quando se associam estas duas substâncias. A indução do parto provoca um aumento da incidência de retenção placentária que é significativamente minimizado pela administração de PGF2alfa durante a 1ª hora pós-parto. Quando o tratamento para indução dos partos não provoca a luteolise de uma forma sincronizada e eficaz, a par de um aumento de retenções placentárias verifica-se uma ineficácia do efeito preventivo da PGF2alfa na manifestação desta perturbação.


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5th International Symposium on Animal Reproduction, Luso, Portugal, Vol II, pp. 163-172
INDUCING TWINNING IN BEEF COWS BY THE TRANSFER OF IN VITRO PRODUCED EMBRYOS

A.E.M. Horta, Carla C. Marques, M. Irene Vasques, R.M. Leitão and A.Vaz Portugal
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


A group of 200 Alentejano beef cows kept in pasture (research contract nº AGRE 0018/ECLAIR), was used during 3 years to induce twin gestations using artificial insemination (AI, n=192) associated with the transfer of one IVF embryo (AI+ET, n=154) or transferring two IVF embryos to non inseminated cows (ET, n=240). In thirty seven cows which were only inseminated, AI was performed at the fixed time of 72 hours after synchronizations, without having shown oestrus signs. ET was performed non-surgically under epidural anaesthesia, 6-8 days after synchronized heats. There were 58 cows receiving fresh IVF embryos (ETf) and the remaining received thawed IVF embryos (ETt). There were 34 cows receiving frozen embryos 7 days after a repeating oestrus 21 days following synchronizations (ETt rep). Non-pregnancy diagnosis by progesterone determination was performed at 21 and 42 days after ovulation. Pregnancy diagnosis by rectal palpations and ultrasonography was performed at 42, 60 and 100 days of gestation. To prevent calf mortality at birth, associated to oversized fetus and prolonged gestations, calving was induced in some animals by (I) Norgestomet implants (4 or 8 days) associated to PGF2alpha (25 mg i.m.) and dexametasone (45 mg i.m.) at implantation (n=17), or (II) excluding PGF2alpha (n=13) or (III) excluding dexamethasone (n=14). Gestation length was shortened to 266-269 and its effect on calf birth weight and mortality was studied.
Gestation rates at 21, 42, 60 and 100 days and calving rates were respectively: 56.8%, 46%, 37.8%, 35.1% e 29.7% (group AI, n=37); 77.4%, 71.3%, 57.4%, 52.2% e 47.8% (group AI+ETt, n=115); 90%, 87.5%, 65%, 65% e 57.5% (group AI+ETf, n=40); 58.3%, 54.6%, 34.2%, 23.5% e 19.3% (group ETt, n=187); 83.3%, 61.1%, 55.6%, 44.4% e 38.9% (group ETf, n=18); 41.2%, 26.5%, 14.7%, 14.7% e 11.8% (group ETt rep). Twinning rate at calving was 43.5% (AI+ETf), 16.4% (AI+ETt), 57.1% (ETf), 22,2 (ETt) and 0% (AI). In the groups where AI was associated to ET, IVF embryos accounted to 31% (ETt) and 46.7% (ETf) of total births. Natural calvings occurred between 273-297 days of gestation. Treatment (I) was the best one for calving induction synchronizing 78% of calvings during the first 48 hours after implant removal. Treatments excluding PGF2alpha or Dexametasone (I and II) could not synchronize parturitions due to a lack of luteolysis at this stage of gestation. Calf mortality at birth afer natural calvings was 26.7% in singles (54.4 ± 4.9 Kg LSD of birth weight) and 27.8% in twins (43.4 ± 2.6 Kg LSD of birth weight). Calving induction significantly reduced calf birth weight and stillbirths were abolished (38.8 ± 4.9 Kg LSD and 37.0 ± 6.3 Kg LSD, for for singles and twins, respectively; P< 0.001). Calf birth weight in singles was positively correlated with gestation lenght (days) either in purebreed calves (Y = a + 0.488 Kg * X; P< 0.001) or crossbred calves (Y = a + 0.764 Kg * X; P< 0.01).


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5º Simpósio Internacional de Reprodução Animal, Luso, Portugal, Vol II, pp. 163-172
INDUÇÃO DE GESTAÇÕES GEMELARES EM VACAS DE CARNE POR TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES PRODUZIDOS IN VITRO.

A.E.M. Horta, Carla C. Marques, M. Irene Vasques, R.M. Leitão e A.Vaz Portugal
Dpto. de Reprodução Animal, Estação Zootécnica Nacional-INIA, Vale de Santarém


Um grupo de 200 vacas Alentejanas mantidas em regime extensivo (ECLAIR/AGRE 0018), foi utilizado durante 3 anos para a indução de gestações gemelares utilizando inseminação artificial (IA, n=192) associada à transferência de um embrião FIV (TE+IA, n=154), ou recebendo a transferência de dois embriões FIV (TE, n=240). Trinta e sete das vacas inseminadas receberam somente IA, no prazo fixo de 72 horas após a sincronização dos cios, sem terem manifestado sinais de cio. A TE foi realizada por via cervical, sob anestesia epidural, 6-8 dias após um cio detectado consequente à sincronização com progestagénio e PGF2alfa. Das vacas transferidas, 58 receberam embriões FIV frescos (TEf), tendo as restantes recebido embriões FIV descongelados (TEc). Em 34 animais que não conceberam, realizou-se a TE com embriões congelados 7 dias após o cio repetente dos 21 dias (TEc rep). Todas as vacas foram submetidas a diagnósticos de não gestação (por doseamento de progesterona) aos 21 e 42 dias pós ovulação e a diagnósticos de gestação por ecografia/palpação transrectal aos 42, 60 e 100 dias. Para prevenir a ocorrência de nados mortos associados a vitelos gigantes e gestações prolongadas, o parto foi induzido nalguns animais através da implantação com Norgestomet (4-8 dias) associado à PGF2alfa (25 mg, i.m.) e à dexametasona (45 mg, i.m.) no dia da colocação dos implantes (n=17), com exclusão da dexametasona (n=14) ou da PGF2alfa (n=13). O efeito do encurtamento da gestação para 266-269 dias sobre o peso e mortalidade dos vitelos ao parto foram avaliados.
As taxas de gestação aos 21, 42, 60 e 100 dias e as taxas de parto foram respectivamente: 56,8%, 46%, 37,8%, 35,1% e 29,7% (grupo IA, n=37); 77,4%, 71,3%, 57,4%, 52,2% e 47,8% (grupo IA+TEc, n=115); 90%, 87,5%, 65%, 65% e 57,5% (grupo IA+TEf, n=40); 58,3%, 54,6%, 34,2%, 23,5% e 19,3% (grupo TEc, n=187); 83,3%, 61,1%, 55,6%, 44,4% e 38,9% (grupo TEf, n=18); 41,2%, 26,5%, 14,7%, 14,7% e 11,8% (TEc rep). A taxa de parições gemelares foi de 43,5% (IA+TEf), 16.4% (IA+TEc), 57,1% (TEf), 22,2 (TEc) e 0% (IA). Nos grupos em que a IA foi associada à TE, os embriões FIV contribuíram com 31% (congelados) e 46,7% (frescos) para o total de vitelos nascidos. Os partos espontâneos ocorreram entre os 273 e 297 dias de gestação. O melhor método de indução dos partos foi o que combinou o progestagénio (4 dias) a dexametasona e a PGF2alfa, sendo os partos sincronizados em 78% das vacas nas 48 horas subsequentes à extracção dos implantes. Os métodos que excluíram a PGF2alfa ou a dexametasona não conseguiram sincronizar os partos por incapacidade de provocar a luteolise nesta fase da gestação. A nado-mortalidade em partos espontâneos (vitelos com origem na FIV) foi de 26,7% nos singulares (54,4 ± 2,8 Kg LSD de peso à nascença) e de 27,8% nos gemelares (43,4 ± 2,6 Kg LSD de peso à nascença). A indução do parto reduziu significativamente o peso à nascença e a nado-mortalidade foi nula (38,8 ± 4,9 Kg LSD e 37,0 ± 6,3 Kg LSD para singulares e gemelares, respectivamente; P< 0.001). O peso ao parto dos vitelos singulares esteve positivamente correlacionado com a duração da gestação (dias), quer em vitelos puros (Y = a + 0,488 Kg * X; P< 0,001), quer em vitelos cruzados provenientes de FIV (Y = a + 0,764 Kg * X; P< 0,01).


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